A compradora Danielle Stephanie de Miranda trabalha em uma empresa do setor alimentício e teve imposto retido na folha de pagamento em 2025:
“Todo mês vinha esse desconto, o imposto em folha. Aí, quando eu recebi essa novidade, que eu ouvi falar, liguei para a contadora, para o escritório, e ela me confirmou: ‘Dani, a partir de janeiro, realmente, é verídico, é fato, não vai ter esse desconto’. E é muito bom ouvir isso”.
A isenção do Imposto de Renda será total para quem ganha até R$ 5 mil por mês e parcial para quem tem salário entre R$ 5 mil e R$ 7.350. O desconto vai variar de acordo com a renda. Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 10 milhões de brasileiros passam a ter isenção total do Imposto de Renda, e outros 5 milhões entram na faixa progressiva de desconto.
Mas é preciso ficar atento, porque pessoas com duas ou mais fontes de renda distintas podem ter que pagar o imposto, mesmo que ele não tenha sido descontado antes. Por exemplo: um trabalhador com salário na carteira de R$ 4,5 mil e que também recebe um aluguel de R$ 2 mil. A partir de agora, ele não terá a retenção de Imposto de Renda mensalmente no contracheque. Mas, quando fizer a declaração anual, o salário da carteira será somado ao aluguel, ultrapassando o limite para isenção de R$ 5 mil. Aí, vai ter que pagar o imposto.
“A dica que eu dou é que essas pessoas que têm vários rendimentos procurem um contador para poder orientar. Porque ele não vai estar sofrendo desconto durante o ano, mas quando fizer o ajuste no ano que vem, provavelmente vai dar imposto para pagar. Então, já tem que se programar. Ele pode fazer uma reserva desse dinheiro, uma provisão, e ir depositando o dinheiro todo mês”, afirma a advogada e contadora Hélina Demicheli.
É o caso da professora Thaís Lorrane Oliveira, que dá aula em duas escolas. Com apenas um salário, ela teria direito à isenção. Mas, somando as duas rendas, vai ter que acertar as contas com o Leão.
“Eu vou fazer um cofrinho no banco, de uma forma que eu consiga retirar esse dinheiro de maneira facilitada. E aí, quando eu tiver que pagar, vou ver se parcelo ou se o montante talvez seja algo mais benéfico para mim, de pagar esse valor de uma forma só talvez seja mais facilitada”, diz Thaís.
Fonte: g1
Karoline
Marcello Casal Jr / Agência Brasil

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