Prefeitura se pronuncia sobre operação do Ministério Público ocorrida na quinta-feira (30)

Foto: Assessoria

A administração municipal de Pato Branco veio a público nesta segunda-feira, 3 de agosto, para se manifestar sobre a investigação do Ministério Público que aponta indícios de conluio e formação de cartel entre empresas prestadoras de serviços ao município. Em pronunciamento, o prefeito Géri Dutra afirmou que a prefeitura "não compactua com qualquer ato ilícito" e se colocou à disposição da Justiça, reforçando que o município não é alvo da apuração conduzida pelo GAECO e pela 1ª Promotoria de Justiça.

Segundo o chefe do Executivo, a investigação mira o comportamento das empresas participantes das licitações, e não a conduta da prefeitura. Ele destacou que os processos licitatórios são abertos a companhias de todo o país e passam por análise do setor jurídico municipal, formado por servidores concursados. Os preços utilizados como referência, segundo ele, seguem a tabela do Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná (DER) e SINAPI, adotada também pelos governos estadual e federal.

Pedido de manutenção e prorrogação de convênios

Diante do risco de paralisação de obras, a prefeitura anunciou que solicitou formalmente ao governo do Estado a manutenção dos convênios firmados, a prorrogação dos prazos de execução e, como medida preventiva, autorização para eventualmente substituir as empresas contratadas. Somente as intervenções na Avenida Frei Policarpo somam cerca de R$ 300 milhões em investimentos, valor que o prefeito classificou como histórico para o município.

Situação das obras em andamento

O pronunciamento detalhou o andamento de diversas frentes de trabalho no interior e na área urbana:

- Estrada Vicinal de Teolândia (contrato 30/2026): 25% concluída, com o trecho 1 já pavimentado;

- Estrada Vicinal da Azelino Dalla Costa (contrato 25/2026): 79% concluída, restando sinalização e sarjetas;

- Estrada Vicinal de São Pedro de Alcântara (contrato 37/2026): 30% concluída, com terraplenagem e sub-base finalizadas;

- Estrada Vicinal da Linha Pastro (contrato 46/2026): 13% concluída, apenas com a terraplenagem pronta;

- Obras de pavimentação urbana em CBUQ: em diferentes trechos, com execução de 80%, 97% e 0,48%, além do plano ambiental vinculado ao contrato 35/2026.

O prefeito mostrou-se preocupado que a paralisação das obras possa causar prejuízos ao erário público diante do grande valor de recursos já aplicados. A paralisação poderá trazer ainda danos devido a deterioração dos materiais já aplicados. O prefeito demonstrou ainda grande preocupação ao prejuízo direto à população, que necessita de mobilidade, utilizando estas vias que concluídas trarão mais segurança ao transeuntes. 

Com a interrupção dos serviços, podem ser prejudicados o acesso a atendimento de saúde e o escoamento da produção rural nas comunidades atendidas pelas estradas vicinais. A não conclusão de obras de asfalto que estão com as camadas inicias já colocadas, como por exemplo, com colocação da base de pedra rachão, possam trazer prejuízos aos motoristas e transportadores da safra, como cortes de pneus e dificuldade em transitar pelos trechos.

O prefeito dedicou parte do discurso à situação da Avenida Frei Policarpo, apontada como uma demanda antiga da cidade para resolver os pontos críticos do trevo da Taísa, do trevo do Planalto e do acesso aos bairros Pagnoncelli e Aeroporto. Ele descreveu o risco enfrentado diariamente por pedestres, entre eles estudantes, que se deslocam até o Premem e por trabalhadores que passam pela via, além do intenso congestionamento registrado no trevo da Taísa.

Segundo o prefeito, a solução que parecia próxima "fica sem data" diante do cenário atual gerado pela investigação, o que classificou como um prejuízo para o trabalhador e para quem depende da integração entre os dois lados da avenida.

Ao encerrar a fala, o prefeito reiterou o compromisso da gestão com a transparência e a colaboração com as autoridades, afirmando que a prefeitura fornecerá "tudo o que for solicitado" pela justiça, ao mesmo tempo em que defendeu a continuidade das obras como forma de não penalizar a população pato-branquense.

Fonte: Assessoria