O goleiro Unai Simón se tornou o dono do recorde de minutos sem sofrer gols na história da Copa do Mundo e é um dos titulares da Espanha, que disputa uma vaga na semifinal, contra a Bélgica, nesta sexta. Mesmo que aos 29 anos de idade, o camisa 23 considera que este deve ser seu último Mundial.
– Não acho que conseguirei jogar a Copa do Mundo na Espanha (em 2030). Por causa da minha idade e porque sei a hora de encerrar ciclos. A Copa do Mundo na Espanha é daqui a quatro anos, não sei o que pode acontecer. Mas é o que posso dizer agora – declarou, em entrevista ao As.
Simón é o titular da Espanha desde a Copa do Mundo de 2022. Ele foi vazado na fase de grupos daquela edição e depois disso não levou mais gols.
São 609 minutos de invencibilidade, marca que o fez passar o italiano Walter Zenga, que na Copa de 1990 ficou 517 minutos sem ser vazado.
O goleiro já tinha dito em outra entrevista que não podia confirmar se este seria seu último Mundial, mas iria aproveitar como se fosse.
– Também não acho que seja algo que me preocupe muito. Será uma sequência de eventos. Temos esta Copa do Mundo, a Liga das Nações, a Eurocopa, outra Liga das Nações... veremos. Quatro anos parece muito tempo para pensar nisso ou dar uma resposta definitiva – prosseguiu.
Depois de uma eliminação precoce em 2022, a Espanha tenta voltar a uma semifinal, algo que só aconteceu na campanha do título da Copa de 2010.
O goleiro explicou que a classificação em cima de Portugal, nas oitavas de final, já teve um gosto especial. E eles agora querem mais.
– O jogo contra Portugal foi um ponto de inflexão, pela marca que tínhamos da Nations (vencida por Portugal nos pênaltis) e pela última Copa do Mundo, em que caímos nas oitavas. Eu, pessoalmente, não sabia o que era passar para as quartas de final. Temos que continuar lidando com cada jogo de maneira de diferente, pensando que são finais. Será assim contra a Bélgica.
Se vencer a seleção belga nesta sexta-feira, às 16h (de Brasília), a Espanha irá encarar na semi o vencedor do confronto entre França e Marrocos.
Fonte: GE
Karoline
Foto: Reuters

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