Desmatamento recua, mas Brasil segue distante da meta do governo federal

Foto: Orlando K Junior/Divulgação

Mesmo com a redução registrada, o desmatamento no Brasil ainda segue distante da meta estabelecida pelo governo federal. Dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta quinta-feira (12), mostram que a devastação na Amazônia caiu 11,08% em 2025 na comparação com 2024. Ao todo, foram 5.796 km² desmatados, contra 6.518 km² no ano anterior.


Este é o quarto ano consecutivo de queda. Em 2021, quando foram derrubados 13.038 km² de floresta, registrou-se o pior índice recente. Desde então, o ritmo de desmatamento vem recuando gradualmente.


No Cerrado, o cenário também foi de redução: a área desmatada diminuiu 11,49% em relação a 2024, totalizando 7.235 km². Trata-se da segunda queda seguida após quatro anos consecutivos de alta.


Apesar da tendência de queda, o país ainda precisa acelerar o ritmo de redução para cumprir o compromisso de zerar o desmatamento ilegal até 2030. A meta integra o Plano Clima, que estabelece como objetivo eliminar a derrubada de vegetação nos biomas Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Caatinga e Pampa até o fim da década.


Queda no desmatamento da Amazônia foi de 50% em relação a 2022, diz Marina Silva


A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta quinta-feira (12), que o Brasil reduziu em 50% o desmatamento na Amazônia em 2025 em relação a 2022. A ministra afirmou também que o “Brasil é um país pioneiro no enfrentamento ao desmatamento”, e que, diante da promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de redução do desmatamento no País, o governo tem “perseguido esse objetivo de forma estruturante”.


A ministra afirmou, ainda, que, pelos dados dos últimos seis meses, há expectativa de que o Brasil chegue à menor taxa de desmatamento na Amazônia na história.


“O desmatamento caiu e o agronegócio continua crescendo em uma média de 17%. Abrimos cerca de 500 novos mercados para a agricultura, fechamos acordo Mercosul-União Europeia, numa demonstração de que políticas públicas bem desenhadas dão bons resultados”, afirmou.


Fonte: RICTV