A inflação oficial do país voltou a acelerar em janeiro e se aproximou do limite máximo estabelecido pelo Governo Federal para este ano. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses chegou a 4,44%, ficando perto do teto da meta de inflação, que é de 4,5%.
Isso significa que, em média, produtos e serviços ficaram um pouco mais caros no início do ano, principalmente por causa do aumento dos combustíveis e dos gastos com transporte e comunicação. Com esse resultado, a inflação acumulada nos últimos 12 meses voltou a crescer e chegou a 4,44%, após três meses seguidos de desaceleração.
Entenda como a inflação impactou os diferentes setores da economia:
O resultado de janeiro foi o mais alto para o mês desde 2024, quando a inflação havia subido 0,42%. Em dezembro do ano passado, a variação tinha sido ainda maior, de 0,52%. Apesar da desaceleração de um mês para o outro, o índice acumulado em 12 meses voltou a acelerar, passando de 4,26% em dezembro para 4,44% em janeiro.
Entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, Transportes foi o que mais pesou no bolso do consumidor, com alta de 0,6% e impacto de 0,12 ponto percentual no índice geral. O principal responsável foi a gasolina, que subiu 2,06% e teve o maior impacto individual no resultado do mês. Também ficaram mais caros o etanol (3,44%), o óleo diesel (0,52%) e o gás veicular (0,20%).
Ainda dentro do grupo, houve aumento de 1,87% nas passagens de metrô. O reajuste foi influenciado, principalmente, pela elevação das tarifas em Brasília e em São Paulo, onde os preços passaram por atualização no início de janeiro.
Já o grupo Comunicação apresentou a maior variação percentual do mês, com alta de 0,82%. O avanço foi puxado pelo aumento nos preços de aparelhos telefônicos, que subiram 2,61%, além de reajustes em serviços como TV por assinatura e pacotes combinados de telefonia, internet e televisão.
O grupo Saúde e Cuidados Pessoais também registrou aumento, de 0,7%, com destaque para os artigos de higiene pessoal, que subiram 1,20%, e os planos de saúde, com alta de 0,49%.
Por outro lado, o grupo Alimentação e Bebidas apresentou desaceleração, passando de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro. A alimentação consumida dentro de casa teve variação de 0,10%, influenciada principalmente pela queda nos preços do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%). Em contrapartida, itens como tomate, que disparou 20,52%, e as carnes, com alta de 0,84%, ajudaram a conter uma desaceleração maior.
Dois grupos registraram queda nos preços em janeiro. O grupo Habitação recuou 0,11%, puxado principalmente pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial. A queda está relacionada à mudança da bandeira tarifária, que passou de amarela, em dezembro, para verde em janeiro, eliminando a cobrança adicional na conta de luz. Já o grupo Vestuário apresentou recuo de 0,25% no mês.
O IPCA é o índice oficial usado para medir a inflação no Brasil e acompanha, mês a mês, a variação dos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias. Para fazer esse cálculo, o IBGE pesquisa milhares de preços em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços e concessionárias, como supermercados, postos de combustíveis, escolas e contas de luz.
Todos os meses, o instituto compara os preços coletados com os do mês anterior. Quando o índice sobe, significa que, em média, os preços ficaram mais caros; quando cai, indica que houve redução ou menor pressão nos valores. Já a inflação acumulada em 12 meses soma os resultados dos últimos 12 índices mensais, permitindo uma visão mais ampla do comportamento dos preços ao longo do ano.
Fonte: RICTV
Karoline
Foto: José Cruz/Agência Brasil

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