Moeda americana cai para R$ 5,06 enquanto Bolsa alcança máximas históricas

Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

Os mercados de câmbio e ações voltaram a operar no azul nesta quinta-feira (9/4). Isso quer dizer que pela segunda vez seguida o dólar anotou forte baixa em relação ao real e o Ibovespa repetiu o desempenho da véspera, quebrando mais dois recordes (no fechamento e durante a sessão, no “intraday”, segundo o jargão).

O dólar caiu 0,78%, cotado a R$ 5,06. Esse foi o menor valor obtido pela cotação da moeda americana desde maio de 2024, há quase dois anos, portanto.

Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 1,52%, aos 195.129,25 pontos. Assim, ele superou o recorde estabelecido na véspera de 192.201,16 pontos no fechamento. Durante a sessão, o indicador atingiu o limite de 195.508,61 pontos, rompendo o patamar histórico de 193.759,02 pontos registrado no dia anterior.

Mais uma vez, o desempenho dos mercados foi resultado de um maior apetite por ativos de risco por parte dos investidores, à medida que avançam as negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio. Além disso, dados divulgados nesta quinta-feira sobre a economia americana.

Na avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o dólar recuou combinando um ambiente externo menos problemático com fatores domésticos favoráveis. No exterior, diz o analista, a moeda perdeu força após a veiculação de dados mistos sobre a economia americana, com um PIB mais fraco e uma inflação alinhada às expectativas dos analistas do mercado.

“Mesmo em um ambiente de incerteza geopolítica e petróleo elevado (próximo de US$100), que em tese sustentariam o dólar, o mercado operou na direção oposta, refletindo desmonte de posições defensivas”, diz Shahini.

Fluxo estrangeiro

No Brasil, acrescenta o técnico, o movimento foi amplificado por um fluxo de aportes estrangeiro consistente, direcionado à renda fixa e à Bolsa, sustentado pelo elevado diferencial de juros, mesmo diante da possibilidade de corte pelo Copom.

“O movimento, portanto, não foi pontual — refletiu a continuidade de fatores que já vinham operando a favor do real e ganharam força adicional com a perda de força do conflito geopolítico, reduzindo a demanda por ativos de proteção e liberando apetite por emergentes”, conclui Shahini.

Fonte:  METROPOLES