Dirigentes do partido Novo do Paraná se reuniram com o governador Ratinho Junior e o secretário chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, para comunicar a decisão de apoiar Sergio Moro ao governo do Estado — em detrimento da candidatura do PSD.
No encontro, que aconteceu no início da tarde de ontem (19), logo após o almoço, na sede da rádio da família Massa, que fica no bairro Santa Felicidade, em Curitiba, estavam Deltan Dallagnol, Lucas Santos, Jeffrey Chiquini e Paulo Martins.
A reunião, que durmou menos de uma hora, foi tranquila, sem ressentimentos e bastante pragmática. Os membros do Novo externaram que o aceno feito por Flávio Bolsonaro e por Moro os colocam numa situação difícil perante o bolsonarismo. Se recusar a aliança, correm o risco de perder os votos da Direita.
Nem um desacerto de Romeu Zema com o PL no plano nacional, diz uma fonte do Blog Politicamente, desfaz esta aliança PL/Novo no Paraná que terá Deltan como candidato ao Senado, ao lado de Filipe Barros.
Ratinho compreendeu o movimento, mas aliados classificam saída do Novo como um duro golpe
Ratinho entendeu a situação, mas palacianos ouvidos pelo Blog Politicamente consideraram o desembaque como “um golpe e tanto” e que pegou o Iguaçu de surpresa. Isso porque, o Novo estava em plena sintonia com o governo e também com a prefeitura de Curitiba — comandada por Eduardo Pimentel.
O Novo era um partido aliado com quem Ratinho contava para o pleito de 2026. A saída da legenda do arco de aliança do PSD é consequência da demora na definição da chapa do Palácio Iguaçu.
Na próxima terça-feira (24), os palacianos que acompanharem o evento de filiação de Moro no PL, em Brasília, perceberão a presença do Novo perfilado ao lado do ex-juiz da Lava Jato e de Flávio Bolsonaro — adversários políticos do PSD tanto no Paraná quanto no cenário nacional.
O cenário inusitado que se põe agora é que o Novo, alinhado com Moro, ocupa o 1º escalão tanto no governo quanto na Prefs. Valdemar Bernardo Jorge é o secretário de Ratinho da Justiça e Cidadania (Seju). No município, os espaços são mais generosos — a começar pelo vice-prefeito Paulo Martins.
Estas acomodações serão preservados? O que se houve no Palácio 29 de Março é que este problema é do outro lado na rua, no outro palácio. No Iguaçu a situação é mais tranquila uma vez que Valdemar Jorge vai deixar o governo aqté 4 de abril para disputar a eleição.
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