Meteorologista alerta para tempestades intensas em 2026 com influência do Super El Niño

Foto: Reprodução/Clima ao Vivo/ND Mais

A possibilidade de formação de um super El Niño nos próximos meses vem ganhando força em projeções de centros meteorológicos internacionais, que apontam um cenário de aquecimento significativo do Oceano Pacífico equatorial.

Caso o fenômeno se confirme, ele poderá provocar desequilíbrios nos padrões climáticos em diversas regiões do mundo.

O El Niño é conhecido por alterar regimes de chuva e temperatura em diferentes continentes. Entre os impactos possíveis estão mudanças na temporada de furacões no Atlântico, dependendo do momento em que o fenômeno se desenvolver.

Outro efeito esperado é o aumento da temperatura média global, o que poderia elevar a probabilidade de novos recordes de calor no planeta neste ano ou no próximo. As informações são do R7.

Projeções divulgadas pela NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), pelo Escritório de Meteorologia da Austrália e por outros centros climáticos indicam cenários semelhantes, embora com diferentes níveis de confiança e variações nos prazos.

Alguns modelos climáticos avançados, incluindo o conjunto europeu de previsões, apontam um desenvolvimento mais intenso do fenômeno ao longo dos próximos meses.

Super El Niño pode ganhar força a partir de maio

De acordo com especialistas, o super El Niño ainda depende de confirmação, mas alguns modelos meteorológicos já indicam a possibilidade de intensificação do fenômeno ao longo de 2026.

Segundo a Climatempo, os primeiros sinais sugerem a formação de um El Niño forte a partir de maio. Os modelos indicam que o fenômeno pode ganhar intensidade ao longo do inverno no hemisfério sul.

Os modelos já indicam a possibilidade de um El Niño forte a partir de maio, ganhando força ao longo do inverno. De acordo com a Climatempo, ainda é cedo para falar em um “super El Niño”, pois esse cenário precisa de mais confirmação.

Dados recentes do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) indicam probabilidade de 98% para a formação de um El Niño moderado até agosto. As projeções também apontam cerca de 80% de chance de que o evento evolua para um El Niño forte.

Dentro desse cenário, há aproximadamente 22% de probabilidade de que o fenômeno alcance a categoria considerada “super”, associada aos episódios mais intensos já registrados.

Fenômeno pode influenciar o inverno no Brasil

Segundo análise da Meteored, o aquecimento contínuo do Oceano Pacífico equatorial aumenta as chances de desenvolvimento do fenômeno nos próximos meses. Esse processo pode alterar os padrões climáticos durante o inverno brasileiro.

Historicamente, o El Niño tende a provocar aumento das chuvas na Região Sul do país. Ao mesmo tempo, costuma reduzir os volumes de precipitação na Região Norte e em parte do Nordeste. Nas demais regiões, os efeitos podem variar, com períodos de chuva acima ou abaixo da média.

Segundo o meteorologista Piter Scheuer, as chuvas vão ficar mais próximas ou acima da média entre o inverno e a primavera. “Há previsão para tempestades e temporais mais frequentes e mais ativos durante o inverno”, explica.

“Preparem-se, que ao longo do inverno e primavera tem previsão de chuvas acima da média e inúmeras tempestades severas. Vem chumbo grosso”, finaliza o especialistA.

Fonte: ND+