Polícia detalha morte de detento em SC, com uso de água sanitária e 160 perfurações

Foto: Reprodução/Redes Sociais/ND Mais

O inquérito policial que investigava a morte do detento Ramon de Oliveira Machado, no presídio de Araranguá, no Sul de Santa Catarina, foi concluído pela Polícia Civil nesta terça-feira (10). Três suspeitos foram indiciados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e fraude processual.

De acordo com o delegado Jorge Ghiraldo, logo após o assassinato, um dos suspeitos assumiu a autoria do crime para um guarda penitenciário. No entanto, durante o interrogatório na Polícia Civil, o homem permaneceu em silêncio, o que levantou suspeitas do envolvimento de outras pessoas no ato.

Durante as investigações, os 27 detentos que ocupavam o alojamento onde o crime ocorreu foram ouvidos. Segundo as testemunhas, outros dois detentos, além do suspeito inicial, estavam envolvidos na morte de Machado. “Eles contaram com detalhes como foi essa empreitada criminosa. Isso – o homicídio – causou revolta até nos próprios detentos pela crueldade do crime”, afirmou o delegado.

Os três suspeitos negaram a prática do crime, mas, segundo Ghiraldo, a investigação já reuniu provas concretas para uma possível condenação. Eles foram transferidos para outros presídios.

Investigação detalha como detento foi morto em presídio de SC

Conforme a investigação, o crime foi motivado por um desentendimento entre os detentos. Machado estava jogando baralho próximo à porta do alojamento quando foi atacado por dois dos suspeitos com vergalhões afiados. Após os dois primeiros golpes, o homem tentou se esconder na cama, mas os ataques continuaram. O detento foi morto com 160 perfurações no corpo.

Logo após a morte de Machado, a investigação aponta que o homem foi levado aos fundos do alojamento por um terceiro suspeito, que lavou o corpo com água sanitária para remover possíveis impressões digitais. Ele também deu descarga nas roupas do detento. Depois disso, o suspeito levou o corpo até a porta do alojamento e comunicou os guardas de que havia assassinado o homem, não mencionando os outros dois envolvidos.

Fonte: ND+