Caso de ex-policial federal, julgamento é adiado pelo Tribunal de Justiça do Paraná

Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça do Paraná adiou, nesta sexta-feira (6), o julgamento do ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva, acusado de realizar um ataque a tiros em um posto de combustíveis em Curitiba.

Inicialmente, o julgamento estava previsto para começar na próxima segunda-feira (9). A mudança foi motivada pela troca do advogado de defesa do réu seis dias antes do júri popular.

O crime foi em maio de 2022. Na época, Massuia atirou contra clientes que estavam em uma loja de conveniências de um posto na Rua Sete de Setembro. Os disparos mataram o fotógrafo André Munir Fritoli e feriram outras três pessoas.

Massuia responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e por sete tentativas de homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras consideradas foram motivo fútil, perigo comum, e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Ele está preso desde o dia do crime.

O pedido de adiamento do júri foi feito pelo advogado Heitor Bender, que assumiu a defesa do réu na última quarta-feira (4). Na solicitação, ele alegou que não teve tempo hábil para acessar integralmente os autos do processo.

Ainda não há definição de quando será o novo julgamento.

Câmeras de segurança filmaram o crime

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento dos disparos na loja de conveniência do posto. Os tiros foram por volta de 23h45 do dia 1º de maio de 2022. O posto de gasolina onde tudo aconteceu fica na Rua Sete de Setembro.

Os vídeos mostram o interior da loja de conveniências e logo no início é possível ver clientes se jogando no chão e correndo para fora.

Na sequência, o então policial aparece efetuando diversos disparos. Pelas imagens, é possível ver que os tiros foram à queima-roupa. Ele segue em direção à saída da loja, e aparece disparando contra clientes do lado de fora.

Um outro vídeo mostra o início de uma discussão envolvendo o suspeito e outras pessoas no local. Nas imagens, ele e um outro homem aparecem trocando tapas.

Os segundos seguintes do vídeo registram o início dos disparos por Massuia.

Outra câmera de segurança registrou que Ronaldo Massuia Silva chegou ao local em um carro descaracterizado da corporação. Uma mulher dirigia o veículo. Porém, ela não era policial. Assista:

Em abril de 2025, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, demitiu o policial federal. A portaria que oficializou a demissão foi publicada no Diário Oficial da União justificada por Massuia:

praticar ato que importe em escândalo ou que concorra para comprometer a função policial;

deixar de cumprir ou de fazer cumprir, na esfera de suas atribuições, as leis e os regulamentos;

fazer uso indevido da arma que lhe haja sido confiada para o serviço;

e prevalecer-se, abusivamente, da condição de funcionário policial.

Fonte: G1