Opep aumenta projeção para produção de combustíveis líquidos no Brasil

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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevou a estimativa de crescimento da produção brasileira de combustíveis líquidos para 2026 e 2027. A projeção passou a indicar expansão de 500 mil barris por dia (bpd) em 2026, com média de 4,9 milhões de bpd, e avanço de 100 mil bpd em 2027, para 5 milhões de bpd. Na esfera macroeconômica, a entidade manteve as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2,0% em 2026 e 2,2% em 2027.

Segundo a Opep, a produção brasileira de petróleo bruto subiu 116 mil bpd em agosto na comparação com julho, para média de 4,6 milhões de bpd. No mesmo período, a produção de líquidos de gás natural permaneceu praticamente estável em 100 mil bpd, enquanto a de biocombustíveis, principalmente etanol, ficou em torno de 700 mil bpd.

Com esse movimento, a produção total de combustíveis líquidos do país avançou cerca de 115 mil bpd na margem em agosto, para média de 5,4 milhões de bpd. O volume ficou 700 mil bpd acima do registrado um ano antes.

A Opep também afirmou que Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina devem ser os principais motores do crescimento da produção de líquidos neste ano. No caso brasileiro, a entidade citou o potencial dos planos de start-ups em áreas offshore, mas ponderou que o aumento dos custos de desenvolvimento e a inflação dos custos unitários podem pressionar as contas dos projetos e levar a atrasos nas decisões finais de investimento.

No cenário macroeconômico, a organização avaliou que a expansão da economia brasileira deve seguir positiva, sustentada pelo afrouxamento monetário e pela continuidade de uma atividade doméstica robusta. Ao mesmo tempo, ressaltou que as condições monetárias ainda são altamente restritivas em termos reais, o que deve fazer com que o efeito positivo sobre a demanda interna apareça de forma gradual.

As novas projeções da Opep combinam expectativa de aumento da produção brasileira de combustíveis líquidos em 2026 e 2027 com manutenção das estimativas de crescimento do PIB, em um cenário de atividade econômica positiva e avanço gradual da demanda interna.


Fonte: Estadão Conteúdo