Um ato de empatia e acolhimento no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Curitiba (PR), emocionou fiéis e ganhou repercussão nas redes sociais. Durante a celebração de uma missa transmitida ao vivo pela internet, o Padre Parron apresentou o jovem Davi, um menino autista que estreava como coroinha. Ao perceber a movimentação do garoto no altar, o sacerdote fez questão de conversar com a assembleia, explicando de maneira natural a condição do garoto e pedindo que todos o acolhessem com carinho.
Enquanto conduzia a celebração e interagia com o público, o padre fez uma pausa para reforçar a importância da inclusão no espaço religioso. Ele destacou que o garoto estava ali para ajudar nas funções da missa e que seus movimentos pelo altar faziam parte de sua forma de estar presente e participar do momento. A atitude do religioso, que buscou tranquilizar a comunidade e a família do jovem, foi vista como uma demonstração prática de fé e cidadania.
O gesto chamou a atenção de fiéis que acompanhavam a transmissão, entre eles uma psicóloga que não pôde comparecer presencialmente devido ao mau tempo na capital paranaense. Em publicação nas redes sociais, ela destacou que ver a inclusão acontecer na prática reforça a importância de abrir espaços e enxergar as potencialidades de cada indivíduo. Segundo a profissional, o desenvolvimento e o sentimento de pertencimento ocorrem no convívio real e na oportunidade de participar ativamente da vida em comunidade.
A iniciativa da paróquia de abrir as portas do altar para o coroinha tem sido apontada por fiéis como um modelo a ser seguido por outras instituições e igrejas, independentemente da denominação religiosa. Ao transformar a celebração em um ambiente receptivo, a comunidade reforça a mensagem de que a inclusão se constrói na prática diária e no respeito às diferenças.
Fonte: Tnonline
Foto: Reprodução/Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

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