Fenômeno deixa poluição presa perto do solo; entenda a inversão térmica

Foto: Reprodução / Simepar

Quem olha para o céu de uma cidade grande nas primeiras horas da manhã pode perceber uma espécie de camada acinzentada sobre a região. Em muitos casos, essa aparência está relacionada à inversão térmica, um fenômeno da atmosfera que dificulta a dispersão dos poluentes, conforme o Simepar.

Normalmente, o ar próximo ao solo é aquecido e consegue subir, ajudando a espalhar os poluentes presentes na atmosfera. Durante uma inversão térmica, porém, acontece o contrário: uma camada de ar mais frio fica próxima à superfície, enquanto o ar acima está relativamente mais quente.

Essa diferença de temperatura funciona como uma espécie de "tampa" sobre o ar que está próximo ao chão. Com menos circulação vertical, os poluentes emitidos por veículos, indústrias e outras fontes ficam mais concentrados nas áreas próximas à superfície.

É por isso que o fenômeno pode deixar uma aparência mais acinzentada sobre as grandes cidades, principalmente durante o amanhecer.

E por que o céu fica mais vermelho?

A concentração de partículas e poluentes na atmosfera também pode interferir na forma como a luz do Sol se espalha.

Durante o nascer e o pôr do sol, quando a luz solar atravessa uma camada maior da atmosfera, a presença dessas partículas pode intensificar os tons avermelhados e alaranjados que aparecem no céu.

A inversão térmica, portanto, não significa que a poluição surgiu naquele momento. O fenômeno dificulta que ela se disperse, fazendo com que fique mais concentrada perto da superfície.

Com a mudança das condições atmosféricas ao longo do dia, especialmente quando o solo volta a aquecer e o ar começa a circular mais, essa concentração tende a diminuir.


Fonte: Catve

Galeria