As importações chinesas de carne bovina provenientes do Brasil atingiram 90% da cota anual estabelecida para 2026 nas medidas de salvaguarda comerciais. A informação foi divulgada nesta terça-feira (11) pelo Ministério do Comércio da China (Mofcom). A marca foi registrada na segunda-feira (10), indicando avanço rápido no consumo do limite fixado para o mercado brasileiro.
Pelas regras de salvaguarda adotadas pelo governo chinês, uma tarifa adicional de 55% será aplicada no terceiro dia após os embarques brasileiros alcançarem 100% da cota anual. O limite para 2026 foi estipulado em 1,106 milhão de toneladas.
A sobretaxa será somada à tarifa de importação de 12% e à taxa interna chinesa de 9%. Segundo avaliação da indústria frigorífica nacional, esse patamar é proibitivo para a continuidade das exportações ao país asiático.
O avanço da utilização da cota ocorreu em ritmo acelerado. O nível de 80% havia sido atingido em 21 de julho, e a passagem para 90% ocorreu em menos de três semanas. O movimento aproxima o teto operacional para 2026.
O volume da cota anual definido pela China é cerca de 35% menor que o total de 1,70 milhão de toneladas embarcado pelo Brasil para o mercado chinês em 2025. Com a proximidade do esgotamento do limite tarifário, empresas do setor passaram a ajustar a programação logística e industrial.
Entre as medidas adotadas pelos frigoríficos brasileiros estão a redução de turnos, férias coletivas e suspensão de contratos. O ajuste ocorre diante do risco de contêineres desembarcarem em portos chineses após o esgotamento da cota, quando a tarifa adicional já estiver em vigor.
Com 90% da cota anual já utilizada, o comércio de carne bovina do Brasil com a China entra em uma fase de maior cautela operacional, em meio à aproximação do limite tarifário previsto para 2026.
Fonte: Estadão Conteúdo
Karoline
Imagem criada por inteligência artificial

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