A disputa entre Matheus e Kauan e seus ex-empresários ganhou um novo e importante capítulo na Justiça. Em decisão obtida com exclusividade pelo portal LeoDias, o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu parcialmente um recurso apresentado pela PLL Participações e Empreendimentos Ltda. e determinou que a dupla passe a depositar judicialmente, todos os meses, 20% da receita bruta obtida com shows, publicidade e patrocínios. A medida retroage a 5 de fevereiro de 2026, ou seja, os valores arrecadados desde então também deverão entrar na prestação de contas. O período inclui as festas juninas, época de agenda aquecida e maior número de apresentações, situação mencionada pelo próprio desembargador ao justificar a urgência do caso.
A decisão representa uma virada na disputa. Inicialmente, o pedido de urgência dos ex-empresários havia sido negado, mas a empresa recorreu ao TJ-SP e conseguiu agora parte das medidas que reivindicava. No processo, a PLL afirma ter investido cerca de R$ 9,9 milhões na estrutura operacional e comercial da carreira de Matheus e Kauan. Em troca, segundo a versão apresentada pela empresa e registrada na decisão, teria direito permanente a 20% dos fonogramas produzidos e a uma participação de 20% nos resultados econômicos do projeto artístico. Os ex-parceiros alegam ainda que a dupla rompeu o contrato de forma unilateral, sem seguir as regras previstas no acordo, que incluíam uma notificação prévia e um prazo de dez dias para que possíveis pendências fossem resolvidas.
Ao analisar o recurso, o desembargador Wilson Julio Zanluqui entendeu que, neste momento do processo, existem indícios do vínculo contratual e risco de prejuízo financeiro. E a decisão não atinge apenas o dinheiro vindo de shows, publicidade e patrocínios. Os royalties das músicas também entraram na conta. Agregadoras digitais e gravadoras deverão reter diretamente 20% dos royalties devidos à Mundo Paralelo Produções Artísticas Ltda. e depositar os valores mensalmente em uma conta judicial. Matheus e Kauan também não poderão alterar informações de titularidade e créditos das músicas produzidas durante o período do contrato nem pedir a retirada dessas obras das plataformas digitais.
Karoline
Foto: Reprodução/Instagram @matheusekauan

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